quarta-feira, 11 de maio de 2011


O que faço com tantas palavras?
Onde eu me vejo diante de todas essas palavras?
Por onde passo na rua, na Web, em casa nos livros, vejo tantas palavras, eu me vejo nesta enxurrada de letras, sinais que são como letras.
Neste caudaloso rio de sinais
com ou sem sentido
Sou levado não sei pra onde num mar de palavras, sem dó nem piedade e fico náufrago-refém de Letras!

domingo, 24 de abril de 2011

Mercearia das Antigas

Muito legal este vídeo que achei em: amenidadesdodesign.blogspot.com

um exemplo perfeito de sustentabilidade. Moro em uma cidade que é muito menor que Itabirito mas que nao tem mais dessas vendas pode ser que na zona rural ainda se acha mas na área urbana chegou o "tal do progresso" ficando relegado a cafonice este tipo de comércio. Uma pena... Atraso pra min é gente que nunca se preocupa com o outro. Este vídeo nos mostra como estes comerciantes uniram negócio e cidadania.


Itabirito fica no caminho quando vou a Belo Horizonte com certeza irei ver pessoalmente a Mercearia Paraopeba

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Elegância do Comportamento

Adaptado de Toulouse-Lautrec por Carlos Augusto Roveri*

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples ‘obrigado’ diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza.

Atitudes gentis falam mais que mil imagens… Abrir a porta para alguém é muito elegante… Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante… Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma… Oferecer ajuda… é muito elegante… Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante…

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

* Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977). Adaptação de trecho do livro “Educação Enferruja por Falta de Uso” do pintor pós-impressionista francês Toulouse-Lautrec (1864-1901).


www.cura te.blogspot.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Será Maldição?


Li ontem no Jornal Estado de Minas que os restos mortais de três inconfidentes serão depositados no museu da Inconfidência em Ouro Preto. Muito interessante e muito bonito, o que me surpeende será a cerimônia com altas doses de autoridades (dizem que até a Presidente virá). Essa cerimônia esta marcada para o dia 21 de abril na cidade histórica de Ouro Preto.
Adoro Ouro Preto, toda vez que vou para Belo horizonte dou uma passadinha lá, mas, acho a cidade muito triste, sinto uma tristeza no ar que eu acho que foram os imensos sacrificios que a população teve que passar para que a coroa portuguesa tivesse o seu precioso ouro. Depois de quase três séculos, montam esse circo com o resto mortais dos inconfidentes, e os restos mortais destes Mártires estão com certeza revirando dentro da urna ao voltar para o lugar que tem a maior carga tributária do Brasil. Naquela época eles estavam questionando o quinto (20%) do ouro extraido, e hoje? Só o imposto de renda 27%. ICMS 18%, ISS, IPVA, TAXAS, etc, etc...
Fico imaginando no melhor estilo de ficção cientifica se nossos cientistas resolvesem ressucitar nossos inconfidentes, com certeza eles sairiam correndo, com a certeza que esta nossa Gerais está amaldiçoada.  E a cara de pau dos políticos? Se os restos mortais dos ditos pudessem dizer não diriam implorariam para ficarem na África...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Inspiração

"É impossível" disse o orgulho.
"É arriscado" disse a experiência.
"É inutil" disse a razão.
"Dê uma chance" sussurou o coração.

Manifesto de Alunos do curso de Nutrição

No Blog da Neide Come-se li e fiquei feliz com o manifesto do alunos da faculdade de Nutrição da USP. Quando a gente pensa que tudo esta perdido... Nem tudo esta perdido ainda existe pessoas que ainda não se venderam para o dito "Sistema".  A indústria do Jabá expandiu além dos laboratórios farmacéuticos. Mas, pensando bem... as multinacionais estão mesmo é fazendo comida de laboratório... Está cada vez mais raro encontrar sabor de verdade. Olha que moro no interior, onde na teoria deveria a comida ser mais pura e saborosa, quanto engano. Ainda bem que existe pessoas com alma guerrilheira para enfrentar essas indústrias sinistras, para não dizer mortíferas... E a faculdade de nutrição de Viçosa? (UFV) Será que rola Jaba lá também? Se alguém souber me diga.

Fotos Pizzaria



Fotos do dia!

 
Mesa de Pallets que eu mesmo fiz. Janelas e portas de demolição (essas portas e janelas têm 140 anos!)

Latões antigos presente de amigos. (obrigado Betinho)


Cilindro antigo (à esquerda) também presente

Janela de demolição em madeira sucupira.

No cantinho esquerdo uma roda de madeira, negociei em troca de pizza.


 a janela com detalhe bonito também é de demolição.

Amo muito tudo isso...

Dia Internacional da Água

Ao lado da minha pizzaria tem uma "biquinha" como se diz aqui no interir de Minas, uma fonte que está bem "judiada". Estou pensando em fazer uma campanha para melhorar a aparência desta fonte.



Nas fotos a saida de água é baixa porque antigamente as pessoas que vinham da "roça" lavavam os pés nesta bica.

Um poema em homenagem a Biquinha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Rua Não É Mais a Mesma...




A insurgência das pipas (e outros jogos potencialmente subversivos)
por Marcelo Terça-Nada!

Texto de Wellington Cançado | Fotos: Marcelo Terça-Nada!
1ª Parte

Bente altas, queimada, rolimã, futebol, pipa, pique-esconde: jogos e brincadeiras de rua. Todos extintos com a extinção da própria rua. Afinal, depois de tanto “matar a rua” ao longo do século 20 parece que finalmente conseguimos o que queria Le Corbusier, aquele arquiteto franco-suíço que queria também demolir a Île de la Cité em Paris onde se encontra a Notre Dame para ali erguer a sua “Cidade Radiosa”, uma espécie de Barra da Tijuca primordial.

Mas não é que a rua propriamente dita tenha desaparecido, afinal todos os dias somos surpreendidos por outdoors propagando a duplicação e o alargamento das vias por toda a cidade. O que desapareceu mesmo, foi a possibilidade da rua como lugar do ócio, do encontro, das brincadeiras, dos jogos e da festa. Desapareceu a rua como lugar privilegiado da infância, ou de infâncias privilegiadas. Aquela infância dos nossos pais nas florescentes porém ainda humanas capitais, mas também a rua das crianças dos interiores por todo o país. Ruas em que crianças passavam as noites jogando e brincando, em que os portões eram gol, que a calçada era pista, que o degrau era rampa, que o muro era esconderijo, que a árvore era desafio, que o lixo era brinquedo, que o asfalto era campo, que os carros eram raros.

Pois, as razões desse fato histórico são óbvias: o crescente aumento da frota de veículos sustentada por políticas públicas tardo-desenvolvimentistas equivocadas (vide Linha Verde em Belo Horizonte, duplicação da Marginal em São Paulo e a recente redução de IPI dos automóveis) corroboradas pela gradual e covarde substituição por parte da classe-média urbana de todas as esferas do público por soluções imediatistas e privatistas: o SUS pela Unimed, o grupo escolar pela escola particular, o ônibus pelo “zero quilômetro”, a polícia pelo vigia de plantão, o mercado pelo shopping, o buteco pela praça de alimentação, o bairro pelo subúrbio militarizado, a praça pelo clube da moda, e claro a rua pelo condomínio e seus indefectíveis pilotis, área de lazer, gazebo gourmet e salão de festas.

Em tempos de “civilização capsular”, “cocooning”, “cidades de muros”, ou qualquer outra expressão que os teóricos da cidade possam encontrar para descrever esse fenômeno que é global, mas indiscutível e absurdamente mais violento e nefasto nos trópicos, a rua se tornou simplesmente um lugar de passagem e circulação (motorizada, obviamente). E sendo assim, lugar puramente utilitário, regido pelo relógio do trabalho, do comércio e do rush, se tornou lugar escuro, ermo, vazio, perigoso, assustador, terra de ninguém.

Não foram suficientes os escritos de Jane Jacobs ainda na década de 1960 sobre a morte e vida das cidades americanas para mostrar que a rua quando movimentada, frequentada e apropriada fornece a única segurança contra a mediocridade, a violência e a falta de imaginação: a presença do outro, logo ali.

Não são suficientes também as férias na “Europa para todos” oferecidas pela CVC (14 dias, a partir de € 1.044) e o deslumbramento com as ramblas catalãs, as vielas venezianas ou os campos elíseos para entendermos que financiando voluntariamente o desaparecimento da rua estamos abdicando da própria experiência da cidade, da construção de um futuro coletivo e de uma história particular.

Não tem sido suficiente a própria realidade tacanha em que estamos imersos e que sufoca cotidianamente emergências de outras culturas urbanas para que nos engajemos por alguma mudança.

Afinal, nessa cidade estéril e pateticamente previsível, pavimentada, revestida, impermeabilizada não há mais lugar para se “olhar nos olhos dos outros” como escreveu Maria Rita Kehl, nem para a ingenuidade, nem para a imaginação, muito menos para as crianças.

Pobres criaturas as crianças. Antes eram o “futuro da nação” e hoje são criadas como ratinhos de laboratórios indefesos em seus enclaves fortificados ou tratadas como criminosas nos poucos recantos públicos disponíveis para se soltar pipas sem medo do choque elétrico e para jogar bola sem se preocuparem com os carros.

Testo retirado do site:

http://virgulaimagem.redezero.org
P.S Estou cada vez menos nostalgico, acho que o mundo mudou e mudou pra caramba! As pessoas estão em busca de segurança, e onde elas encontram? Nas cidades. Quando se é jovem queremos ir de encontro com o mundo dito civilizado das grandes e médias cidades, quando não muda a família inteira (para estudar os meninos...). E depois? Voltamos na velhice buscando tratamento médico... Será que a rua morreu ou foi assasinada?

Água engarrafada

 Interessante este vídeo sobre água engarrafada. Faz a gente pensar em coisas simples que poluem. As vezes fica difícil acreditar que uma simples garrafinha polua tanto.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Idéias para Casa

Estou querendo muito construir este ano estas imagens consegui em alguns sites na Web. Achei interessante a solução para aproveitar minhas portas de demolição.


Essa foi pintada de amarelo e ficou linda!
essa é a de entrada.

essa pode ser a do quarto, elas são de correr, pensei em usar trilhos de serralheria aqueles usados em portões.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Arte e Culinária

Muuito legal a mistura de arte com culinária veja só a releitura do quadro de Munch feito de sorvete.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Restaurantes Pelo Mundo


Northern Spy Food Co. Este Restaurante tem tudo a ver com o que penso sobre comida. A primeira loja foi criada em San Francisco, esta da foto e de Nova York o legal e que eles trouxeram para a cidade grande a atmosfera do interior, uso de materiais reaproveitados, reciclagem. Preocupam com o uso de ingredientes naturais e produzidos localmente. Essa é a minha idéia, por isso montei esta pizzaria, para ser um protótipo para crescer além desta cidade, não que eu não esteja satisfeito aqui, estou muito bem, graças a Deus! Mas o desafio é: será que consigo montar em outras cidades um negócio sustentável, que respeite e agrida o menos possível o meio ambiente?
fonte: www.minispace.com
Dando uma olhada na Net encontrei um artigo interesante sobre apicultura. A prefeitura de Nova York liberou a criação urbana de abelhas! Isso mesmo voçê pode criar abelha em cima de uma laje. Foi o que fez Megan Paska que resolveu criar abelhas no Brooklyn em Nova York, até o título é muito legal: Tente em casa, resolvi mante-lo, no caso ta aí o número dois, o número um é sobre vinho feito em casa, depois eu posto ele.


Tente em Casa Parte II: Apicultores Urbanos, um Enxame sobre Nova Iorque 12. dezembro 2010

Nos últimos meses, um enxame de artigos sobre abelhas e tudo o que se relaciona a elas inspirou o público a observar mais de perto os fascinantes hábitos destes pequenos seres que vivem zumbindo e fabricando mel, e a longa e surpreendente lista de seus benefícios para os humanos. A coincidência da misteriosa ameaça de algo chamado Colony Collapse Disorder com a legalização recente da apicultura em Nova Iorque desencadeou o fenômeno da instalação de colmeias nos topos de prédios e nos jardins comunitários da cidade e colocou o apicultor urbano, normalmente acostumado a se esconder, no centro de atenções.


A defensora do cultivo doméstico urbano, Megan Paska, pode dizer com orgulho que ela já era ativa nesta área, antes que ela virasse moda. Nos encontramos com ela há pouco tempo, numa noite de semana, em Williamsburg, no Brooklyn, para batermos um papo e esclarecermos por que as abelhas são uma porta de entrada para a criação de animais.

O início

Moradora de Greenpoint, Brooklyn, e nativa de Baltimore, Maryland, em sua infância e juventude, Megan passava os verões na fazenda da família, no interior da Virgínia. As experiências que teve por lá plantaram as sementes da paixão por uma abordagem prática em relação a seu meio ambiente, seja na cidade ou no campo.

“[Morar numa fazenda] teve um impacto imenso não só sobre meu sentimento em relação à natureza, mas também sobre o meu relacionamento com os alimentos... foi assim que eu descobri a minha predileção pelo alimento plantado em casa, ao contrário do que se compra no supermercado.”



Megan é, em muitos aspectos, uma garota urbana: “Eu cresci na cidade de Baltimore; tem uma parte em mim que adora estar no meio do agito, com acesso à cultura, à boa comida, bebida, e muita gente.”

Mas como muitos batalhadores urbanos cansados, Megan também tem tendência a sentir claustrofobia dentro da selva urbana e deseja entrar em simbiose com seu meio ambiente, uma característica típica da vida rural: “...quando eu fico presa numa cidade por muito tempo, começo a me sentir desequilibrada. Quando me mudei [para o Brooklyn], sabia que ia ser muito importante para mim tentar reproduzir um pouco da natureza aqui. Senão, podia ser que eu ficasse desequilibrada.”

Para compensara vida na cidade, durante sua vida em Baltimore e, depois, no Brooklyn, Megan cultivava plantas em todos os lugares possíveis: telhados, pátios internos, vasos dentro de casa. Seu amor pelo cultivo doméstico logo a levou a procurar novas maneiras de exercitar a auto-suficiência urbana. Ela foi à primeira aula de apicultura em Baltimore, há cinco anos atrás.

Os prós

Megan explica que os produtos das abelhas são saudáveis de diversas maneiras. “O pólen é um alimento completo e [como apicultor] você o inala e o ingere. O mel é antimicrobiano e os apicultores têm a tendência a comer bastante do seu próprio mel.” Até o veneno das abelhas é tido como saudável. Algumas pessoas chegam a usar ferrões de abelhas como agulhas de acupuntura. Apesar de os efeitos não serem comprovados, a crença na apitherapy é muito antiga e difundida.
Além disso, o mel que vem de suas próprias abelhas simplesmente é muito mais gostoso.



“É um bicho completamente diferente” diz Megan. A variedade de substâncias cor de âmbar e grudentas embaladas em plásticos no supermercado é tão processada industrialmente que não apenas perde todas as nuances de sabor, mas também os benefícios à saúde tradicionalmente associados ao mel dos apiários. “O mel que se compra nas lojas vem do Brasil, do Canadá, da Califórnia, do México. Eles colocam tudo em um só pote, cozinham e coam tudo. Quando aquecem o mel, matam todas as enzimas ativas. Ele vira um mel de flores selvagens, estranho e homogeneizado. Perde o seu caráter”

Para Megan, produzir seu próprio mel compensa 100% dos esforços. Além de ser muito gostoso, o mel local proporciona a Megan aquela conexão com os ciclos de vida de seu ambiente natural pela qual sua alma cansada da urbanidade anseia.

“Quando você extrai o mel de uma determinada colmeia, você não está consumindo apenas algo local, mas também algo temporal. Está comendo algo que estava florescendo há mais ou menos um mês atrás, nesta mesma vizinhança. Por isso ele é muito especial. O mel que você prova no Greenpoint [Brooklyn] pode ter um gosto bem diferente do que você prova em Carroll Gardens [Brooklyn]. Há toneladas de tílias na minha vizinhança, então o mel que se extrai da colmeia na primavera é bem caracterizado pelas tílias. Ele é herbáceo, tem um toque de hortelã e uma cor amarelo-esverdeada. Mais tarde no ano, o mel escurece, fica com uma cor castanha, de âmbar, e tem um gosto temperado, de tabaco doce. É impressionante o quanto ele muda.”



Não é de se surpreender que tal prazer gustativo também tenha um valor comercial. Apesar de a apicultura requerer um investimento inicial, Megan diz que se pode começar a ter lucro dentro de pouquíssimo tempo.

“Para começar o cultivo, prepare-se para gastar 500 dólares em uma colmeia, no primeiro ano. Mas... uma vez que as abelhas tenham produzido cera dentro dela, você pode extrair na segunda estação algo entre 45 e 70 quilos de mel. Se você decidir vender mel a seus amigos ou a lojas locais você pode ganhar algo como de 10 a 40 dólares por quilo.”

Mas o elemento mágico da história de Megan Paska é que o que começou como um hobby, evoluiu para um estilo de vida. “Abelhas são como uma porta de entrada para os rebanhos, ” ela brinca, ”você cultiva abelhas, depois passa para as galinhas...” Hoje, ela dá aulas Rooftop Beekeeping 101, organiza excursões de bicicleta pelos apiários e se expande em outros projetos de cultivo doméstico urbano, como o já citado galinheiro, jardinagem no telhado, cultivo de cogumelos; em breve, ela planeja começar a criar coelhos.


Estas atividades não só trouxeram satisfação pessoal a Megan, mas a conectaram com seus vizinhos em Nova Iorque e no Brooklyn que, como ela, tentam criar uma espécie de oásis rural dentro do perímetro urbano.

“Eu conheci muitas pessoas adoráveis. A comunidade está crescendo cada vez mais e o melhor é que nós não nos centramos em um hobby que gira em torno de um objetivo pessoal, mas temos em vista a comunidade e o compartilhamento. É duro encontrar um sentimento de que se pertence a um lugar como Nova Iorque. As pessoas acabam se contaminando pela agitação e é bom ter um grupo de pessoas que se obrigam umas as outras a baixar a velocidade e a curtir as coisas que realmente importam - bons alimentos, bons amigos.”

Os contras

Abelhas picam. Megan deixa bem claro que a pessoa que quer cultivar abelhas não deve ter medo de ferroadas, mesmo que geralmente não seja tão grave. “Uma em cada cinco ou seis vezes em que eu abro uma colmeia para fazer uma inspeção, eu levo uma picada, normalmente na mão.” Aspirantes a apicultores vão gostar de saber que o que não mata, fortifica: “Você desenvolve uma tolerância. É bom receber pequenas doses de veneno regularmente.”

Pode ser que os seus vizinhos não fiquem tão empolgados quanto você com as suas novas amiguinhas zumbidoras. A apicultura continua sendo ilegal em muitas cidades, como também era em Nova Iorque até a primavera de 2010. Até em regiões em que os apicultores urbanos são livres para praticar sua paixão sem infringir a lei, as abelhas são criaturas mal compreendidas, que podem causar desconfiança aos vizinhos e inquilinos.

Megan sugere um comportamento cortês e cuidadoso. Em caso raro de se formarem enxames, os vizinhos devem ser avisados. “Se você vê de 10 a 15.000 abelhas voando e pousando num ramo de árvore de um quintal ou ao lado de uma casa, isso pode causar uma bela diminuição de tolerância.”
Mas quando se tem conhecimentos específicos, isso ajuda você a ter certeza de que suas abelhas não vão fazer nenhuma loucura. “Um apicultor atento sabe como evitar que estas coisas aconteçam.”

O Veredicto

Num tempo em que a população de abelhas corre perigo e a população humana reexamina os longos e caros caminhos pelos quais os alimentos passam para chegar a nossa mesa, não podia haver momento melhor para se iniciar na apicultura urbana.

Megan espera que ela esteja ensinando com o próprio exemplo. “Eu acho que consigo demonstrar como fazer coisas desse tipo sem que isso incomode. Isto pode abrir os olhos de outras pessoas para a possibilidade de produzir alimentos em pequena escala nos seus quintais. A comida realmente não precisa viajar tanto para manter as pessoas bem nutridas.”

Acredite ou não, há até certas vantagens em ter o ambiente urbano como abrigo para sua colmeia. Na cidade, é mais difícil de as abelhas encontrarem plantas tratadas com pesticidas e pode haver até uma densidade mais variada de flores para seu consumo do que em muitas áreas rurais.

Até quem tem medo de não conseguir ter tempo de cuidar das abelhas no meio de tantos outros compromissos da agitada vida urbana, não precisa se preocupar. “Minha opinião é de que todo mundo pode conseguir fazer este tipo de coisa. A apicultura é tão fácil quanto cuidar de plantas em casa... você não precisa mudar todo o seu estilo de vida para incorporar coisas como esta.”

Próximos Passos

Para Megan Paska, todo o barulho a respeito das abelhas colocou o seu projeto em evidência para o público. A tendência atual, entre as pessoas mais jovens, de produzir os próprios alimentos começou a chamar bastante atenção, especialmente dos chefs de cozinha locais. O resultado foram cooperações: nesta primavera, Megan vai cultivar abelhas para ninguém menos do que Mario Batali e Joe Bastianich como parte de uma fazenda de telhado planejada para um de seus restaurantes.



Se você estiver louco para dar asas ao apicultor que existe em você ou apenas um pouco curioso, os links abaixo vão orientar o seu vôo para a direção certa.
Elisabeth Fertig
por Elisabeth Fertig

Links relacionados:
Compre o mel de Megan Paska
Informe-se sobre os outros projetos de Megan

fonte: www.minispace.com

A falta que a normalidade nos faz

Hoje na pizzaria recebi uma visita, nesses tempos que não se pode receber visitas. Veio o meu grande amigo Cristiano Sena, veio comer uma pi...