quarta-feira, 23 de março de 2011

Inspiração

"É impossível" disse o orgulho.
"É arriscado" disse a experiência.
"É inutil" disse a razão.
"Dê uma chance" sussurou o coração.

Manifesto de Alunos do curso de Nutrição

No Blog da Neide Come-se li e fiquei feliz com o manifesto do alunos da faculdade de Nutrição da USP. Quando a gente pensa que tudo esta perdido... Nem tudo esta perdido ainda existe pessoas que ainda não se venderam para o dito "Sistema".  A indústria do Jabá expandiu além dos laboratórios farmacéuticos. Mas, pensando bem... as multinacionais estão mesmo é fazendo comida de laboratório... Está cada vez mais raro encontrar sabor de verdade. Olha que moro no interior, onde na teoria deveria a comida ser mais pura e saborosa, quanto engano. Ainda bem que existe pessoas com alma guerrilheira para enfrentar essas indústrias sinistras, para não dizer mortíferas... E a faculdade de nutrição de Viçosa? (UFV) Será que rola Jaba lá também? Se alguém souber me diga.

Fotos Pizzaria



Fotos do dia!

 
Mesa de Pallets que eu mesmo fiz. Janelas e portas de demolição (essas portas e janelas têm 140 anos!)

Latões antigos presente de amigos. (obrigado Betinho)


Cilindro antigo (à esquerda) também presente

Janela de demolição em madeira sucupira.

No cantinho esquerdo uma roda de madeira, negociei em troca de pizza.


 a janela com detalhe bonito também é de demolição.

Amo muito tudo isso...

Dia Internacional da Água

Ao lado da minha pizzaria tem uma "biquinha" como se diz aqui no interir de Minas, uma fonte que está bem "judiada". Estou pensando em fazer uma campanha para melhorar a aparência desta fonte.



Nas fotos a saida de água é baixa porque antigamente as pessoas que vinham da "roça" lavavam os pés nesta bica.

Um poema em homenagem a Biquinha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Rua Não É Mais a Mesma...




A insurgência das pipas (e outros jogos potencialmente subversivos)
por Marcelo Terça-Nada!

Texto de Wellington Cançado | Fotos: Marcelo Terça-Nada!
1ª Parte

Bente altas, queimada, rolimã, futebol, pipa, pique-esconde: jogos e brincadeiras de rua. Todos extintos com a extinção da própria rua. Afinal, depois de tanto “matar a rua” ao longo do século 20 parece que finalmente conseguimos o que queria Le Corbusier, aquele arquiteto franco-suíço que queria também demolir a Île de la Cité em Paris onde se encontra a Notre Dame para ali erguer a sua “Cidade Radiosa”, uma espécie de Barra da Tijuca primordial.

Mas não é que a rua propriamente dita tenha desaparecido, afinal todos os dias somos surpreendidos por outdoors propagando a duplicação e o alargamento das vias por toda a cidade. O que desapareceu mesmo, foi a possibilidade da rua como lugar do ócio, do encontro, das brincadeiras, dos jogos e da festa. Desapareceu a rua como lugar privilegiado da infância, ou de infâncias privilegiadas. Aquela infância dos nossos pais nas florescentes porém ainda humanas capitais, mas também a rua das crianças dos interiores por todo o país. Ruas em que crianças passavam as noites jogando e brincando, em que os portões eram gol, que a calçada era pista, que o degrau era rampa, que o muro era esconderijo, que a árvore era desafio, que o lixo era brinquedo, que o asfalto era campo, que os carros eram raros.

Pois, as razões desse fato histórico são óbvias: o crescente aumento da frota de veículos sustentada por políticas públicas tardo-desenvolvimentistas equivocadas (vide Linha Verde em Belo Horizonte, duplicação da Marginal em São Paulo e a recente redução de IPI dos automóveis) corroboradas pela gradual e covarde substituição por parte da classe-média urbana de todas as esferas do público por soluções imediatistas e privatistas: o SUS pela Unimed, o grupo escolar pela escola particular, o ônibus pelo “zero quilômetro”, a polícia pelo vigia de plantão, o mercado pelo shopping, o buteco pela praça de alimentação, o bairro pelo subúrbio militarizado, a praça pelo clube da moda, e claro a rua pelo condomínio e seus indefectíveis pilotis, área de lazer, gazebo gourmet e salão de festas.

Em tempos de “civilização capsular”, “cocooning”, “cidades de muros”, ou qualquer outra expressão que os teóricos da cidade possam encontrar para descrever esse fenômeno que é global, mas indiscutível e absurdamente mais violento e nefasto nos trópicos, a rua se tornou simplesmente um lugar de passagem e circulação (motorizada, obviamente). E sendo assim, lugar puramente utilitário, regido pelo relógio do trabalho, do comércio e do rush, se tornou lugar escuro, ermo, vazio, perigoso, assustador, terra de ninguém.

Não foram suficientes os escritos de Jane Jacobs ainda na década de 1960 sobre a morte e vida das cidades americanas para mostrar que a rua quando movimentada, frequentada e apropriada fornece a única segurança contra a mediocridade, a violência e a falta de imaginação: a presença do outro, logo ali.

Não são suficientes também as férias na “Europa para todos” oferecidas pela CVC (14 dias, a partir de € 1.044) e o deslumbramento com as ramblas catalãs, as vielas venezianas ou os campos elíseos para entendermos que financiando voluntariamente o desaparecimento da rua estamos abdicando da própria experiência da cidade, da construção de um futuro coletivo e de uma história particular.

Não tem sido suficiente a própria realidade tacanha em que estamos imersos e que sufoca cotidianamente emergências de outras culturas urbanas para que nos engajemos por alguma mudança.

Afinal, nessa cidade estéril e pateticamente previsível, pavimentada, revestida, impermeabilizada não há mais lugar para se “olhar nos olhos dos outros” como escreveu Maria Rita Kehl, nem para a ingenuidade, nem para a imaginação, muito menos para as crianças.

Pobres criaturas as crianças. Antes eram o “futuro da nação” e hoje são criadas como ratinhos de laboratórios indefesos em seus enclaves fortificados ou tratadas como criminosas nos poucos recantos públicos disponíveis para se soltar pipas sem medo do choque elétrico e para jogar bola sem se preocuparem com os carros.

Testo retirado do site:

http://virgulaimagem.redezero.org
P.S Estou cada vez menos nostalgico, acho que o mundo mudou e mudou pra caramba! As pessoas estão em busca de segurança, e onde elas encontram? Nas cidades. Quando se é jovem queremos ir de encontro com o mundo dito civilizado das grandes e médias cidades, quando não muda a família inteira (para estudar os meninos...). E depois? Voltamos na velhice buscando tratamento médico... Será que a rua morreu ou foi assasinada?

Água engarrafada

 Interessante este vídeo sobre água engarrafada. Faz a gente pensar em coisas simples que poluem. As vezes fica difícil acreditar que uma simples garrafinha polua tanto.



Sobre os Ôns Japaoneses

Os Ôms Japoneses: Ônkotáva? Ônkotô? Ônkovô? Esse é o dilema de todo empreendedor, já detectei que ser empreendedor é ser um ete...